2.1.10

o POODLE

"pedaço do livro "o ladrão de raios", capítulo doze: um poodle é o nosso conselheiro"

 Grover estava sentado de pernas cruzadas em um cobertor com alguma coisa felpuda no colo, um bicho de pelúcia sujo e de um cor-de-rosa artificial.
 Não. Não era um animal de pelúcia. Era um poodle cor-de-rosa.
 O poodle latiu para mim, desconfiado. Grover disse:
 - Não, ele não é.
 Eu pisquei.
 - Você está... falando com essa coisa?
 O poodle rosnou.
 - Esta coisa - avisou Grover - é nossa passagem para o oeste. Seja simpático com ele.
 - Você pode falar com animais?
 Grover ignorou a pergunta.
 Percy, apresento-lhe Gladiola. Gladiola, Percy.
 Olhei para Annabeth, calculando que ela fosse rir da peça que eles estavam me pregando, mas ela pareceu extremamente séria.
 - Não vou dizer olá pa um poodle cor-de-rosa - falei. - Esqueça.
 - Percy - disse Annabeth -, eu disse olá para o poodle. Diga olá para o poodle.
 O poodle rosnou.
 Eu disse olá para o poodle.
 Grover explicou que havia encontrado Gladiola no bosque e começaram a conversar. O poodle tinha fugido de uma família endinheirada do lugar, que oferecera duzentos dólares para quem o devolvesse. Gladiola na verdade não queria voltar para a família, mas estava disposto a fazêlo, se isso fosse ajudar Grover.
 - Como Gladiola sabe da recompensa? - perguntei.
 - Ele leu os avisos - disse Grover. - Óbvio...
 - É claro - retruquei. - Que bobagem a minha.

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